terça-feira, 5 de abril de 2011

NOTICIAS DO JAPÃO


Crise no Japão atinge rituais funerários

Situação impede que costumes sejam seguidos adequadamente

por Redação Made in Japan

29.03.2011

As consequências da crise pela qual o Japão passa depois do terremoto e tsunami de 11 de março se estenderam aos rituais fúnebres do país. Até a semana passada, o total de mortos confirmados chegou a 9.199, com 13.786 desaparecidos em seis províncias, de acordo com a polícia japonesa.

Na maior parte do Japão, os mortos são cremados. Porém, além da grande quantidade, a cremação demanda combustível, o que está sendo economizado ao máximo atualmente. Assim, os corpos estão sendo enterrados, geralmente em áreas coletivas, um ao lado do outro. Na medida do possível, familiares e amigos prestam as últimas homenagens. Alguns conseguem colocar um bolinho de arroz ou objeto pessoal do falecido dentro do caixão simples, coberto por um pano branco. Depois, flores são colocadas sobre o caixão fechado. De acordo com a agência de notícias Kyodo, as autoridades japonesas pretendem cremar os corpos em até dois anos.

Muitas famílias perderam seus carros no tsunami. Mesmo os que ainda têm algum veículo, esbarram na dificuldade de conseguir combustível. Com a locomoção comprometida, eles não conseguem procurar eficientemente pelos parentes desaparecidos. Assim, os corpos sem identificação permanecem nos necrotérios – muitos dos quais improvisados.

Conforme o tempo passa, as autoridades locais deverão enterrar os corpos mesmo sem o conhecimento dos parentes, o que agrava o sofrimento das famílias. Há muitos casos de pessoas que estão procurando notícias de seus parentes há dias, nem que seja em listas oficiais de mortos.



Muitos jazigos familiares são construídos em montanhas



A tradição

Ainda que o procedimento de emergência esteja sendo feito de modo relativamente organizado, não corresponde ao costume japonês.

Na maior parte do Japão, os cadáveres são cremados. Depois, os familiares usam grandes hashi (os “palitinhos”) para pegar os fragmentos de ossos e depositá-los em uma urna. Algumas pessoas têm o costume de passar o fragmento uma para a outra; em outros casos, duas pessoas coletam o mesmo fragmento simultaneamente.

É por isso que, na hora das refeições, não se deve passar o alimento do próprio hashi para o de outra pessoa nem pegar o mesmo alimento junto com alguém, pois são atos considerados referências fúnebres, logo, uma falta de etiqueta.
Diferente do Brasil, no Japão não há grandes espaços demarcados como cemitério. A urna é colocada em jazigos familiares próximos das casas, identificados geralmente por uma pedra na qual está escrito o nome da família. Em grandes cidades como Tóquio, onde o espaço é muito caro e intensamente aproveitado, existem locais específicos para acomodar restos mortais, na forma de gavetas, pelas quais se paga uma quantia pela utilização.

O premiado filme Okuribito (A Partida, no Brasil), de 2008, mostra alguns dos rituais tradicionais de um funeral budista.

PARA MAIS INFORMAÇÕES LEIA:

COBERTURA COMPLETA CRISE NO JAPÃO (PELA REVISTA MADE IN JAPAN ON-LINE)

OBS: MATERIA REPRODUZIDA NA INTEGRA, A PARTIR DE UM BOLETIM INFORMATIVO DA REVISTA MADE IN JAPAN, AS PROPRIETARIAS DO BLOG NÃO GANHARAM NADA COM A DIVULGAÇÃO DA MATÉRIA.

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